O
movimento médico nacional, capitaneado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM),
Associação Médica Brasileira (AMB) e Federação Nacional dos Médicos (Fenam),
quer estabelecer novo patamar de negociações com as operadoras em
pertinencia à contratualização dos médicos. Para isso, uma avaliação da
relação entre a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), as empresas e
as entidades médicas para 2012 foi foco de reunião nesta segunda-feira, dia 30
de janeiro, no Rio de Janeiro (RJ).
O 2º
vice-presidente do CFM e coordenador da Comissão Nacional de Saúde Suplementar
(Comsu), Aloísio Tibiriçá Miranda, foi recebido pelo presidente da ANS,
Mauricio Ceschin, e o diretor de gestão, André Longo. Participaram também da
reunião o diretor da Fenam, Márcio Bichara, e representando a AMB, José Ramon
Blanco, presidente da Somerj.
As
entidades médicas propuseram à ANS um cronograma em torno da rediscussão da
contratualização. O objetivo é amplificar o movimento de reivindicação por
mecanismos mais adequados – sob os aspectos administrativo e jurídico – na
relação das operadoras com os médicos.
Na
pauta foram debatidos a negociação coletiva com as operadoras com definição de
data-base para reajuste; definições de critérios de credenciamentos e descredenciamento;
além de uma definição de critérios para glosas. Ações das quais serão
encaminhadas para a diretoria colegiada da Agência. “O pleito da categoria foi,
a princípio, bem recebido pela presidência”, avaliou Tibiriçá.
Segundo
o coordenador da Comsu, todos os reajustes nos últimos anos só foram resolvidos
por meio de mobilizações da categoria. “Continuaremos com nossas
mobilizações como as do ano passado. Entretanto queremos estabelecer
um novo patamar institucional através de discussões sobre a
contratualização e uma melhor remuneração”, apontou Tibiriçá.
Durante
a reunião, os representantes das entidades médicas ainda levantaram a
preocupação em relação a nova resolução sobre a TISS (Troca de Informação da
Saúde Suplementar) que a ANS anuncia para breve. Ficou acertado, também, a
criação de uma Câmara Técnica, com a presença, das entidades medicas sobre
o processo de hierarquização dos procedimentos estabelecidos pela CBHPM –
Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos.
Foto:
ANS
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