A
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já rastreou todos os
municípios brasileiros onde foram feitas cirurgias plásticas com próteses
mamárias da marca francesa PIP (Poly Implants Protheses). De acordo com o
diretor adjunto da Anvisa, Luiz Roberto Klassmann, as vigilâncias sanitárias
estaduais e municipais serão acionadas para localizar os centros de saúde que
fazem esse tipo de procedimento, na tentativa de buscar as pacientes.
Em
dezembro, o governo francês recomendou a retirada dos implantes por
apresentarem maior risco de romper ou vazar. Na última terça-feira (2), foi
publicado no Diário Oficial da União o cancelamento do registro das próteses
mamárias PIP no Brasil. A Anvisa continua recomendando às mulheres com próteses
mamárias a procurarem o serviço médico onde foi feita a cirurgia para uma
avaliação da situação do implante.
Após
participar hoje (5) de audioconferência com representantes da Agência Francesa
de Segurança Sanitária dos Produtos de Saúde (AFSSAPS), Klassmann garantiu que não
há novidades em relação às investigações por parte das autoridades da França.
Ele acredita, entretanto, que a vigilância sanitária francesa deva divulgar uma
nota com maiores esclarecimentos ainda hoje.
Amanhã
(6) pela manhã, a diretoria da Anvisa reúne-se com a empresa EMI, importadora
das próteses PIP no Brasil, para discutir o descarte dos implantes que estão no
país, mas que não foram utilizados.
Segundo
Klassmann, será aberto inquérito sanitário, uma vez que a responsabilidade pela
circulação de produtos de saúde no país é do detentor do registro.
O
diretor destacou que a empresa tinha registro para importar apenas próteses
mamárias destinadas à reconstituição do seio feminino (para mulheres que
fizeram mastectomia) ou para fins estéticos (aumento das mamas). Hoje, notícias
que saíram na França davam conta que a PIP também fazia próteses para aplicação
nos glúteos, testículos e peito para homens.
A
Anvisa já colheu também amostras para análise laboratorial das próteses em
questão. Três laboratórios foram selecionados, mas os nomes não foram
divulgados.
De
abril de 2010 até ontem (4), a Anvisa contabilizou 94 registros sobre próteses
mamárias, via ouvidoria e via sistema de notificação. Klassmann ressaltou que
os casos de ruptura relatados não chegam a dez e ainda precisam ser
investigados. O último registro foi feito no dia 25 de dezembro do ano passado.
Na
próxima quarta-feira (11), representantes da Anvisa e do Ministério da Saúde
reúnem-se com integrantes da Sociedade Brasileira de Mastologia e da Sociedade
Brasileira de Cirurgia Plástica na tentativa de aprovar um protocolo de
atendimento para brasileiras que utilizam a prótese mamária PIP.
Fonte: UOL
Fonte: UOL
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